sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cioran diz:

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Existir é um hábito que eu não me desespero em adquirir
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domingo, 10 de abril de 2011

Agoniado

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Ás vezes olho para o espelho que reflete o mundo em vivemos no dia de hoje e me pergunto se a natureza do ser humano pede socorro por uma salvação dela mesma, perante aquele que sangrou sua alma ou se clama pelo perdão de ter destruído uma parte de um futuro que poderia ser diferente, mas continua se desmanchando em sangue e morte, sem nenhum tipo de misericórdia. Um pedaço de si mesmo. Doze pedaços de Deus.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pecados

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Preguiça que toma conta de meu fraco corpo,
Volte ao seu lugar de primeira origem.
Deixe me viver o que devo, o que posso, o que sofro,
Sem o arrependimento de me arrepender outrora.
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Luxúria que toma conta de meus sexuais assassinos desejos,
Volte para o vermelho de onde seu estupro floresceu.
Deixe me pensar na perdida puresa vivida sem jeito,
Que um dia existiu e me enrubeceu.
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Vaidade que toma conta de minha única bifurcada imagem,
Volte para o espelho de onde nunca deveria ter saído.
Deixe me respirar quem eu sou em minha real essência,
Olhar-me para dentro e entender que este sou eu.
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Gula que toma conta de minha devorada boca,
Volte para a fome cujo nome é seu verdadeiro lar.
Deixe me vazio ao necessário do que necessito,
E se torne tranquila quando alguém novamente chamar.
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Inveja que toma conta de minha obscura alma,
Volte para seu leito um dia chamado de inferno.
Nunca retornes em sua personificação sem calma,
Sussurando na loucura o que torna um coração incerto.
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Avareza que toma conta de minhas desnobres escolhas,
Volte para sua maior falta de riqueza espiritual.
Engula o que lhe é de importância sem ser importante,
Afogue-se no medo de perder o que de menos tem de essêncial.
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Ira que toma conta do mau mais cruel oculto em mim,
Volte para as profundezas de qualquer algo sem ser eu.
Livrai-me da discórdia ocorrida em meu maior pesadelo sem fim,
Transgride as regras de minha cólera, chora e me separa do meu.
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Pecados que tomam conta do que me tornei neste momento,
Voltem pelo mesmo sentido pulsante em que vieram.
Escondam a sustentação de minha humanidade por mais um bater de sortilégio,
Vivam na medida do controle do que devo,
Nas possibilidades daquilo que me deram.
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Douglas Ibanez
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sábado, 2 de abril de 2011

Curiosidades de Um Prostíbulo Biológico

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Você sabia que na África os rinocerontes deixam alguns pássaros nativos pousarem em suas costas enquanto eles vivem a vida andando por aí?
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Pois é, isso se deve ao fato de que esses pássaros se alimentam dos parasitas existentes nos rinocerontes, já que os mesmos não tem como tirar os tais bichinhos. Eles deixam que os pássaros façam isso por ele. Enquanto um come, o outro se livra de carrapatos e colegas. Uma ajuda mútua.
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Aah! E você também sabia que os crocodilos, predadores naturais, não comem os pássaros que ficam em suas bocas enquanto eles ficam com elas escancaradas tomando sol?
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Exatamente! Isso, ocorre devido a ajuda que um dá ao outro. Crocodilos não tem como retirar os restos de comida de seus dentes, não alcançam. Deste modo, deixam os pássaros fazerem isso, pois os mesmos se alimentam destes restos. E se por um acaso algum crocodilo de bocona aberta ser sacana, picareta e comer a pobre ave, toda o grupo de crocodilos o abandona, pássaros não voltam mais e ele provavelmente morrerá sozinho e com a boca podre. Um ajudando ao outro.
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Agora o que aconteceria se os pássaros resolvessem comer mais do que os bichinhos do rinoceronte? Se descobrissem algo mais, digamos, saboroso em seu corpo volumoso, cinzento e forte e resolvessem dar aos outros animais em troca de alguma coisa qualquer? Imagine, o comércio aéreo de rinocerontes!
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E se o crocodilo matasse o pobre pássaro numa armadilha? Fizesse disso um necessário hábito de sobrevivência, sem cansar, vendo a atitude como forma de comida fácil e todo o resto do grupo lhe desse apoio e fizesse o mesmo?
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A natureza deu um pouco de si para o homem sobreviver. O homem viu que era bom, usou, reusou, abusou e vendeu. Transformou a vida em mercado. O equilíbrio foi quebrado. Não existe mais ajuda de natureza para homem e de homem para natureza, apenas a exploração é o que existe. O dinheiro quem manda. A prostituição do meio em que vivemos.
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No fim, o rinoceronte morreria infestado de carrapatos parasitas sem ter quem resolvesse este chato problema. O crocodilo morreria pela boca, por aquilo que usou para destruir quem mais lhe ajudava. De mau hálito e sem ninguém para ajudar. Já os pássaros, não teriam o que comer e iriam sumir, um por um. Ninguém mais sobreviveria. O ciclo foi destruído.
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Reflita.
Abraço.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

O Cronista chega ao seu fim..

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MENTIRA!
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Pois é, idiotice, eu sei.
Mas não resisti a esse dia, sempre fui fã de 1º de Abril. ^^
Bem, até amanhã pessoal com uma postagem mais interessante.. rs.
Abraço e um bom começo de mês!
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sábado, 26 de março de 2011

Aliás..

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Ser eu é a experiência mais interessante, insana e deliciosamente perturbada que já vivi. E sou incrivelmente feliz por isto.
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Douglas Ibanez
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Bárbaro e Violento

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Foi quando então me olhei no espelho e percebi o que havia feito.
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Eram seis da manhã e eu me sentia completamente revigorado em um desejo assassino de matá-la. Não me julgue, pois esse tipo de coisa me ocorre com frequência, pelo menos uma vez por semana quando estou de bom humor.
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Não que eu goste do que faço, mas necessito para que seja bem visto. Pois é, acredite, as pessoas gostam da morte, pelo menos desse tipo em especial, a qual eu considero a mais doentia. E digo isso por experiência, levando em consideração o que acabei de fazer.
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Confesso que gostava de sua imagem. Era séria enquanto madura, levemente atrante para o lado mais irresponsável de ser. Uma elegante morena marcante em minha vida mas que de acordo com a posição solar me seduzia, ligeiramente, sendo uma ruiva rara e de descrição selvagem.
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Eu a amava, mas a vontade de matá-la foi maior naquela manhã. Não havia outra maneira. Era minha obrigação. Peguei a arma do crime com pressa, não havia tempo, aquilo precisava ser feito de imediato. Já estava quase banhada por completa, minutos anteriores minhas próprias mãos lhe passaram o sabonete por todo o corpo delgado. Era o momento, o único.
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Cortei em primeiro instante, esperando por uma dor que não veio. Ela me olhou incrédula. Uma segunda vez mais profunda e o sangue brotou de dentro. O trabalho havia começado, meus olhos injetados alcançando a loucura do espasmo máximo do possível. Era terrível. Era delicioso.
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Ópera em meus ouvidos. O sangue espirrava pelo banheiro. Lentamente eu ouvia seus gritos mudos se desfarelando pelo resto de vida que ainda tinha. Eu a matava. Ela clamava por misericórdia. Sorri. Cortei. E o sangue mais uma vez lavou minha alma cheia de necessidades mortais.
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Um último olhar ao deixado para trás e ela se foi. Consegui ver seus restos ao meu redor. Foi doente, foi monstruoso. E o reflexo refletia minha verdadeira face, muito mais bela após a carnificina. Mais jovem, mais experiente e por completo mais assustador.
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Foi quando então me olhei no espelho e percebi o que havia feito. Um corte e uma gota de sangue, apenas uma consequência de um barbear tão se jeito.
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Douglas Ibanez
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