quinta-feira, 26 de junho de 2014

Índigo Luz


Perdendo-me em pensamentos que não me pertencem,
Na aura escura do medo em algum redor desconhecido.

Descontrolo o verdadeiro tom de coloração interna.
A névoa é o esconderijo do medo, o tal abrigo do caos di persona bruta.

Refugiar-me na natureza índiga de doçura plena.
Afogo-me na luz de mim, descubro a paz, encontro o sublime sim.

Douglas Ibanez
(25.06.2014 - 18h42)


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Giro de Maestria

Estrelas perdidas em um espaço de tempo.
O vento sopra na escuridão do dia, 
Cintilando o contrário do paraíso descrito.

Tímidos grãos de imaginação sensitiva,
Sorrindo como crianças de areia molhada.
Arte se transformando no tudo.
Surpresa se desfalecendo no nada.

A música tocou o coração da gente,
Cantando melodias de inocência lírica.
Dancem crianças, dancem!

Venho girar o carrossel de estrelas,
Viva! O espelho ao redor do fugaz renasceu!
Reflexo do brilho do que nasceu incerto,
E morrerá por perto, em um giro de maestria.

Brilhem!

Douglas Ibanez
(16.06.2014 - 12h10)



quinta-feira, 20 de março de 2014

Estado de Alma

Trovões ordenam vozes de destruição,
Num grito coletivo de maestria.
A alma sacode, vira poeira.
Dança no caos de um tornado de estrelas.
Cadencia de uma carência de ventos.

Risadas ecoando de dentro para fora,
O fora para fora, para dentro outra vez.
Giros solidificam a natureza do invisível,
Quebrando partículas na velocidade do cale-se,
Na velocidade da luz.

Invasões descobrem teorias quebradas,
De descobertas invadidas em uma memória esquecida.
A tempestade endurece, brilha no escuro.
Ventania de risos transportam o sopro de vida.
Olhos inteiros, alma vivida.

Douglas Ibanez
(20.03.2014 - 16h43)



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Na Sacada

Conversando com a noite.
Ouvindo gracejos, bocejos e melancolias.

Douglas Ibanez



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Desencanto

Encaro o desencanto com paciência nos olhos.
Ele me explica o entretanto,
Eu respondo com meu canto.

Cantarola felicidade.
Cantarolo realidade.
Cantarolando com suas dores, flores e amores.

Cantarole meu amigo, 
Cantarole.

Douglas Ibanez
(05.02.2014)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

No Fim do Caminho

Estou morrendo uma vez mais. Uma vez mais morri milhões de vezes, e mais milhões eis de conhecê-la em sua totalidade.

Morte que glorifica a vida alegrificada com meu renascer. Morte que traduz o ciclo que me abraça em seu conforto de escuridão.Morte derrama na alma uma gota de soprar vazio. Gélido. Translúcido.

Meu adeus se faz agora, com chamas me permitindo voar em agonia. Estou morrendo uma vez mais, com o prazer de revê-lo em breve.

Olhos fechados. Me acorde ao amanhecer.

Douglas Ibanez
(03.03.2014 - 09h15)


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Dançar de Penas


Morte ao anjo que desceu na terra por mãos carismáticas de uma luz translúcida de poder singelo. Amor que presenteia a arte com suas lamúrias de trigonometria em latim brusco, tingido de sépia arenoso, milimetricamente perfeito de matemática nenhuma. 

Viveras no aguardo de um olhar simplório, o socorro da alma latente do outro, que nunca veio além do porquê. Escute o bater das asas que a solidão ecoa, alegrando o umedecer dos lábios alheios, de uma energia poderosa e cheia de vigor. 

Quebrai as vertentes do agora para meu voo continuar em terra firme. Me flecho na busca pelo impossível. Me abraço com a morte certa, de penas dançantes ao redor da fé irresistível de prisão mútua.

Douglas Ibanez
(24.01.2014 - 23h10)