quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sobretudo


Tenho sonhado com os diferentes.
Brincando de serem coligados,
Estranhamente inexistentes.

Douglas Ibanez



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pôr do Sol


Sentindo medo do mundo,
De seu nada,
De seu tudo.

E principalmente do tal envolvente,
Que se esconde após a esquina,
Sem vida,
Junto ao infinito sol poente.

Douglas Ibanez
(06.07.2014 - 2h)


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Onde está o amor?


O amor vive no olhar,
De cinco segundos.

Um segundo.
Sem nome, vazio.
Olhar de vidro.

Se jogando no possível.
Percorrendo o paraíso,
Em um roteiro do invisível.

Dois segundos.
Peito sem fim.
Cheio, sem ar.

Não se mexa!
O amor dura enquanto observo.

Três segundos.
Sem defeitos, detalhes.
Hipnose infinita.

Escondido na timidez,
No flertar do esporádico.
Explosão de insensatez.

Quatro segundos.
Beijar de alma.
Sorriso, sem entender. 

Silêncio.

Cinco segundos
Amor.

Douglas Ibanez
(03.07.2014 - 16h11)


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Índigo Luz


Perdendo-me em pensamentos que não me pertencem,
Na aura escura do medo em algum redor desconhecido.

Descontrolo o verdadeiro tom de coloração interna.
A névoa é o esconderijo do medo, o tal abrigo do caos di persona bruta.

Refugiar-me na natureza índiga de doçura plena.
Afogo-me na luz de mim, descubro a paz, encontro o sublime sim.

Douglas Ibanez
(25.06.2014 - 18h42)


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Giro de Maestria

Estrelas perdidas em um espaço de tempo.
O vento sopra na escuridão do dia, 
Cintilando o contrário do paraíso descrito.

Tímidos grãos de imaginação sensitiva,
Sorrindo como crianças de areia molhada.
Arte se transformando no tudo.
Surpresa se desfalecendo no nada.

A música tocou o coração da gente,
Cantando melodias de inocência lírica.
Dancem crianças, dancem!

Venho girar o carrossel de estrelas,
Viva! O espelho ao redor do fugaz renasceu!
Reflexo do brilho do que nasceu incerto,
E morrerá por perto, em um giro de maestria.

Brilhem!

Douglas Ibanez
(16.06.2014 - 12h10)



quinta-feira, 20 de março de 2014

Estado de Alma

Trovões ordenam vozes de destruição,
Num grito coletivo de maestria.
A alma sacode, vira poeira.
Dança no caos de um tornado de estrelas.
Cadencia de uma carência de ventos.

Risadas ecoando de dentro para fora,
O fora para fora, para dentro outra vez.
Giros solidificam a natureza do invisível,
Quebrando partículas na velocidade do cale-se,
Na velocidade da luz.

Invasões descobrem teorias quebradas,
De descobertas invadidas em uma memória esquecida.
A tempestade endurece, brilha no escuro.
Ventania de risos transportam o sopro de vida.
Olhos inteiros, alma vivida.

Douglas Ibanez
(20.03.2014 - 16h43)



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Na Sacada

Conversando com a noite.
Ouvindo gracejos, bocejos e melancolias.

Douglas Ibanez