Seres humanos, nobres almas penadas correndo ao som de um desespero, que elevado à terceira nota de um dó menor, desonra seu próprio eixo de divindade.
Eles gritam ao mundo de fora, uma graça de tristeza contínua, que lembra um afinado violino banhado a sangue, em uma janela aberta ao socorro perdido.
Sentem um embrulho no estômago enquanto clamam por agonia, esperando a redenção de um novo pecado, que lhes é dado como um prêmio de convocação para um outro dia.
O ser humano é de natureza apática, decodificada nos ecos da morte de um amanhã cheio de incertezas. Ele morre no escuro, olhando para a luz, encoberto por si mesmo.
Douglas Ibanez
(04.08.2014 - 1h03)



