segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Amor às Palavras

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Converso contigo neste instante em um linguajar propriamente de uso ininteligível. Uma língua sem rumo, perigosa em seu formato. Curiosa. Formulada. Manipulada dentro daquilo que eu espero querer proibir em míseros segundos de vida que passo a cronometrar desde agora.
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Estou deixando as portuguesas letras do inglês latino para fora desta sopa de letrinhas maravilhosas. Meu serviço é do desconstruir, ao som de melancolias agudas de um alfabeto cheio de abecedários miraculosos.
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Quando falo, digo música. Melodias bailarinas de uma mente desvirtuosa. Respiro ao som de minha metáfora, uma expressão em nossa hipérbole, chorando oceanos de realidade na sinestesia invertida do papel preto colorido.
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Antagonismos de uma vida sorrateira, confusa como esta coisa desde já muito criada. O pouco do beber me reafoga neste mínimo momento. Deleite da palavra certa, a vida curiosamente sobreposta em letras paragrafais do universo silábico de meu gosto.
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Confusa. Suculenta. Definitiva sem volta com uma ida turbulenta ao paraíso versal do imaginário psicótico do amor às palavras. Enlouquente ecoante. Trovador entusiasmático. Minha sabedoria sabe de sua falta de entendimento neste instante, mas compreenda que em meu amor pela psicodelia paradoxal, não existe neste mundo outra coisa mais bem realizada que uma palavra de gosto muito bem realizada e singelamente trabalhada em seu profundo ego.
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Douglas Ibanez
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Você, leia

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E naquele momento em que o fim lhe sorrir com simpatia,
Lembre-se, eu estarei aqui.
Quando a luz se apagar e a escuridão mórbida lhe der um abraço,
Lembre-se, eu estarei aqui.
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Ao correr da lágrima à procura de um afogamento piedoso.
O despertar do medo sob os pés calejados em rejeição,
Lembre-se, eu estarei aqui.
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Desesperada criança em noite de pesadelo insônio.
Mascarada morte perdida em eixo desintegrado, morto.
Tristeza parasita abandonada, no olhar da alegria,
Lembre-se, eu estarei aqui.
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Você, leitor desta poesia perdidamente perdida,
Vejo o brilho de sua aura em seus olhos remoídos.
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Sorria para o vento e a luz enquanto respira segundos de vida,
Alegra-te por onde está, sinta a paz saindo e entrando de seu corpo nu.
E quando tudo desaparecer, segure-se na escuridão também medrosa,
Procurem juntas a saída para ambos os vazios de cada uma.
Lembre-se, eu estarei aqui.
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E mesmo quando eu não mais estiver,
Lembre-se, eu estarei aqui.
Pois me transformo em alegria e em alegria me transformarei,
Para habitar a parte mais escura de sua alma,
Lembrando-lhe, eu estarei aqui.
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Douglas Ibanez
06/09/2011 - 12h30
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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Avada Kedavra? Não, Wingardium Leviosa!

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É engraçado falar o que falarei hoje porque nunca vim aqui, neste nosso espaço que é O Cronista para falar sobre este assunto antes. Se falei foi pouco e se foi pouco, agora será único e eterno, como sua história.
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Neste dia 15 de Julho, sexta-feira, estreia nos cinemas brasileiros Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2. O filme é o último de uma das maiores séries cinematográficas da história. Clássica. Mágica. Inteligente e acima de tudo inesquecível.
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Harry Potter começou há 10 anos atrás sendo o garotinho com um raio na testa que dormia debaixo da escada. Eu o detestava. As meninas de minha sala adoravam e davam seus gritinhos e eu não gostava disso. Achava uma coisa chata, sem graça. Nunca nem tinha lido o livro nem visto o filme.
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Mas isso mudou. Comecei logo no início da série, depois desse momento de raiva, a ser fã e a me aventurar neste mundo mágico que é Harry Potter. E acredite, isso me mudou e me ajudou a ser quem sou hoje. Viadagem? Frescura? Coisa de Nerd? Coisa ridícula? Que acha isso, eu não ligo.
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Harry é muito mais além de uma simples história sobre um menino bruxo contra o mau. Ele nos revela a importância do amor, da amizade, do necessário para ser uma pessoa íntegra. Ser forte. Ser verdadeiro e ser humano além de tudo. Saber que em certos momentos precisamos escolher o correto no lugar do mais fácil, por pior dor que isso nos cause.
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Além do que, Harry Potter também é sociedade, crítica social. O modo como o Ministério da Magia é colocado, governa e manipula toda uma sociedade é um exemplo claro do que acontece no mundo real, em nossa simples realidade de trouxas. J.K. Rowling não fez um livro, ela criou um novo mundo.
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Por mais best-seller que seja o livro, é preciso que nós saibamos o que retirar para nossas vidas de cultura. É nossa missão absorver aquilo que pode ser absorvido. E isso eu fiz.. e como fiz. Das frases que me marcaram ao longo desses 7 livros e 8 filmes, algumas me abriram caminhos e me ajudaram a ser quem sou hoje.
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"São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades."
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"Para uma mente bem estruturada, a morte é apenas uma aventura seguinte."
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Foi Harry que me impulsionou a descobrir minha paixão extrema por leitura, sabiam?. Assim como milhões de jovens, eu comecei lendo HP, que tem seu número considerável de páginas, e assim fui descobrindo o prazer e o amor nas páginas brancas de livros diversos além daquele universo. Descobri que ler é a mais única paixão, compartilhada individualmente entre você, você mesmo e seu livro.
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E foi com ele que descobri que gostava de escrever! Eu escrevia (escrevo) fan-fics de HP. E nisso o oceano de possibilidades se abriu para mim. Descobri que, este dom ia além de Harry Potter, era algo meu e que se encaixaria em qualquer lugar, qualquer tema, em qualquer momento de minha vida. Era o que eu de melhor fazia e o que melhor me traduzia.
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Livros. Filmes. Trilhas Sonoras. Harry Potter deixará seu legado. Uma das séries de cinema mais marcantes do mundo e que chega ao fim neste dia. Algo que marcou uma geração. Um mundo inventado e real em nossas mentes que se fixa em mim.
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Este post hoje é nada mais do que um agradecimento. Obrigado J.K. Rowling por fazer parte de minha vida e me dar de presente uma história que me ajudaria a construir a louca engrenagem que roda em minha mente. Obrigado Harry Potter por existir em minha infância e adolescência, por me fazer acreditar que Luz e Trevas existem em todos, cabendo apenas a nós escolher qual é o mais importante, qual é o mais correto. Obrigado.
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Para mim, por mais que eu fique triste de não esperar ansioso por um filme novo, ou preparar minha camiseta e boné HP para a estreia e ter toda aquela agitação e transformar o primeiro dia de exibição do filme em um evento, Harry Potter não acaba com este último filme, ele está aqui, eternamente em mim e continuará, crescendo, para sempre.
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Harry Potter não está recebendo seu Avada Kedavra e acabará. Mas sim seu Wingardium Leviosa, para flutuar o mais alto possível, se mantendo no alto para todo o sempre. Não recebi minha carta de Hogwarts de uma coruja aos 11 anos, mas sim quando li ou assisti pela primeira
vez Harry Potter.
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E não se esqueçam, para todos os tristes, Hogwarts sempre estará lá para quem realmente precisar dela.
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É com grande alegria e tristeza (sentimento agridoce não?) que me despeço de vocês neste post. Provavelmente neste momento estarei sentado em minha poltrona do cinema assistindo na Pré-Estreia, pela última vez Harry Potter. Desculpem-me a todos que não gostam ou acham isso uma tremenda besteira, mas para mim é um marco em minha vida eu precisava dizer este Obrigado.
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Noite.
Nox.
Desaparata.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

Melodia

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Estou morto. Mas a morte é minha maior poesia. O tempo voa, se desespera em correr ao encontro do fim. Feche os olhos, sussurre em meu ouvido o que você vê no escuro de seu próprio limite. O piano toca e minha alma dança. Minha melodia, minha maldição. Abra sua mente, sinta o cheiro do poder que tem em seu coração. Explore suas asas, encontre a pureza do céu. Viva seu maior dom chamado de vida. Eu continuarei aqui, a sua espera, treinando a valsa que dançaremos para lhe tirar todo o medo e qualquer preocupação. Viva. Eu morrerei contigo.
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Douglas Ibanez

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Espetáculo Terrorífeco

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O terror no olhar alheio ao meu insépto desrregulado me diverte. É praticamente um jogo blefático em que analiso as expressões orgânicas de cada um diante de minha agonia.
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Olhai-me espectador de amarguras. Assista ao desapego mundano de um corpo que psicografa suas próprias fúrias destrutivas de qualquer efusão. Se deleite com minha fissura pelo incompreendido e nunca mais volte para aquilo que chamas de lar eterno.
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Estou rindo de seu desespero enquanto bate palmas ao meu dueto desfigurado de uma alma sedenta. A plateia me deixou à deriva da vontade sem volta da bifurcação da mentalidade oca de meu existir. Palmas para o bizarro. O espetáculo termina e a plateia já pode ir embora.
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Douglas Ibanez
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sábado, 21 de maio de 2011

Sozinho

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Solidão? Não. Apenas o silêncio alheio de um cotidiano que faz sofrer. Solidão? Não, solitário. Vivo a mim mesmo. Amo quem sou. Sem paciência para o silêncio esta noite. Me abraçarei em tristeza profunda. Solidão? Talvez. Eternamente.
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terça-feira, 17 de maio de 2011

Kerli diz.. praticamente sobre mim:

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"A vida é minha criação
É o meu melhor amigo

Imaginação
É a minha defesa
E eu vou continuar caminhando
Quando o céu está cinzento

Aconteça o que acontecer
Significava a forma como foi"
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(The Creationist)
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