segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Dormido


Lá vem a fronha que me consola, dos pesadelos que ando tendo, como pedaços da lua que despencam em minha cabeça - pesados e com gosto de queijo. Eu como pelas bordas, tentando saber onde tudo vai dar, sem me dar conta que tudo já se deu em um dado de seis lados, que continua girando, enquanto eu ando para lá, para cá e para outro ligar - de pontos tortos que se conectam não tão naturalmente. Quando os olhos se fecham, eles contam, entrelinhas, o sono de outro alguém e eu escuto, como tudo na vida, a batida suave que a noite me oferece: uma alforria das quedas que me soltam para baixo, como um sonho mal dormido, que dormi horas passadas, acordado.

Douglas Ibanez
(11.11.2016 - 3h24)


Um comentário:

Roseli Pedroso disse...

Oi Douglas! Adorável texto! Aproveito para desejar um Natal com muita paz para você e sua família e um 2017 com muitas alegrias, conquistas e muitos textos!
Abraço,