terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Hey, pessoal!



FELIZ ANO-NOVO!


sábado, 26 de outubro de 2013

Rosa Água

Ensolarado dia pálido de agonia passada, sorrindo pérolas desconstruídas ao longo do tempo, se esvai de meu olhar antigo, transforma-te na melodia cantada pelo sopro do vento sem piedade.

Notas musicais dançando ao som da transformação repentina do fim do mundo. Peito aperta, a canção brota de minha sabedoria, tinge meu sangue em rosa água e inunda meus medos mais distantes de uma vida qualquer vivida, desvivida e vivenciada em um futuro do agora.

Me olhe como te olho, respiração zero. Descobrir o descoberto se torna uma natureza incrível quando se para o tempo em seu dormir. Dissecar a biologia emocional incompreendível, que apenas coexiste e se infiltra nos olhos fechados. 

Pouco a pouco, devagar e deliciosamente mortal.

Douglas Ibanez
(21/10/2013 - 11h20)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Elemental


Labareda de fogo,
Que lambe meu solo, 
De terra molhada 
E teor ardente.

Seque minha fonte,
De vida útil. 
Tornando ao pó 
O que brota de mim.

Infiltra-me, 
De sua obscuridão risonha, 
Que cuido como um fruto,
Gerado ao silêncio do desespero.

Terremotos de água. 
Fuja! 
A fúria explode,
Em minha força nascente.

Sou da terra regada à certezas, 
Enfrentando incêndios do de repente.

De repente queima, 
De repente cinzas.

Quem sou eu?

Douglas Ibanez

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Literatura do Nosso

Escreva seu nome em meu coração, narrando histórias fictícias de uma realidade inventada por uma mente que dança ao som da luz do meio dia, irradiando um calor permanente de fogo mortal.
 
Seja o autor de seu próprio desastre emotivo, transcrito na ponta de uma fina pena envelhecida por tinta escura de material perdido. Brinque com as palavras como brinca com a desilusão.
 
Equilíbrio derretido em sete espelhos azarados, quebrados em anos de sorte, refletindo o ruído da retribuição amarga que tarda a chegar em uma agonia destoante dos contos contados. Mergulhos à fantasia enlouquecida.
 
Sopre minha alma como ontem escolheu, entrelaçando laços deslaçados de um quadro abstrato de efeito anestésico, sem forma, sem permissão, apenas pulsando vivo como uma chama desrespeitosa que toma conta do infinito.
 
Feche os olhos. Dedilhando em minha pele uma profecia de portas abertas. Perdido na escuridão que enxergo, deitado entre luz e perdição. Escreva sua vida na minha, rasurando uma caligrafia desgonexa de paladar exótico.
 
Morte e Vida na literatura do nosso.

Douglas Ibanez
(02/10/2013 - 11h33)
 
 

domingo, 29 de setembro de 2013

Vida

Quanto mais tento me acostumar com a vida,
Mais vejo o quanto é impossível realizar este feito.
São décadas presas dentro de dois minutos.
Séculos agoniados em um segundo.

Não existe uma descrição concisa para este ato de heroísmo,
Afinal ser herói é mais do que necessário nessa guerra diária,
Onde os monstros são criados dentro de nossas cabeças.
Suas ações nos destroem por nossas próprias escolhas.

Morrer sem ter vivido é uma ironia à beira da verdade,
Uma hipocrisia que só percebemos quando o fim acontece.
Na realidade nem percebemos o ocorrido deste fato,
Mas fazem questão de lembrar por nós,
Esfregar no rosto o quanto se deixou para trás.

Deste modo, para se viver não existe fórmula,
Muito menos equação.
A vida é mais uma literatura do que propriamente uma fração.
Mas some aquilo que precise e multiplique o que realmente se quer.
Viva apenas por viver. Pois a vida chama vida e não se chama de porquê.

Douglas Ibanez


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Ás de Espadas

Baralho inexplicável de doçura incontrolável cheia daquilo que respiro em um jogo aparentemente eterno, sem proteção para a maldade que se forma em um líquido negro lentamente mortal.

Resguardo o Às de Copas de minha cartola, buscando bater uma partida que nunca foi perdida, nunca foi jogada, jamais desmentida, imaculada. Vermelho tingido do amor, brotado da luxúria derrubada, reencontrada, questionando seu verdadeiro paradeiro e destino.

Minha raiva se alimenta deste veneno auto injetável, por olhos tapados para fora, mas atentos à memória alheia. Estou brincando com o fogo que emana de meus dedos como um vulcão em constante erupção marítima. Afogamento em um ferver aquático. Morte instantânea de um sentimento indigno.

Sinto o mal dilatando minhas pupilas. Caminhos pelo qual ele pode ultrapassar a atmosfera do lógico, aceitando morrer para encontrar a vida. Ódio na bondade. Socorro ausente de emoções e desespero, a brasa busca por comida, rasgar a pele, pedindo ajuda, explodindo em compaixão por si mesmo, que nunca existiu.

O Ás de Espadas pende pelo destino sobre a hipocrisia de escolhas malditas, benditas a mim, detestável por todos. Meus olhos lhe caçam, destroem sua bondade, abençoam meu veneno próprio, cumprimentando o ininteligível enquanto deflora um passado desesperado por atenção. 

Venha gemer em meu ouvido, será seu último suspiro de vida.
Ódio, grita meu mal.

Douglas Ibanez
(17.09.2013 - 19h20)



domingo, 1 de setembro de 2013

Desabafo

Sangra tua ira que fora violentada outrora. Gritai de desespero futuro incerto de presente certeiro. O laço se desfaz, tempo corre sem sorrir. Qual será o amanhã de um gorgolejar de águas profundas? Perturbai o meu sono que de calmaria não deixava adoecer. Viver o agora do amor perfeito, da parede quebrada e do sacrilégio inacabado. Deixar morrer o que é mortal, antes que estrague a imortalidade da natureza sóbria, embebecida pela saudade tênue, do coração suave.

Douglas Ibanez

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Conta Gotas

Gota,
Que conta a gota,
Com o conta gotas,
Da gota que conta,
A outra gota contada.
Contar.
Contar.
Contar.
Sem gota, sem conta.
O oceano transborda
Incontáveis gotas.
Conte.

Douglas Ibanez
22.02.2013 - 11h19


terça-feira, 23 de julho de 2013

Chova-se

Se você entra na chuva, é fato que irá se molhar. Claro que é de sua liberdade e direito abrir um guarda-chuva, mas acredite, algumas gotas irão respingar na barra da sua calça. Portanto, se quer entrar na chuva, saiba do que pode acontecer, a água não vai parar de cair por sua causa, pois existem outras pessoas dançando sob ela e isso é mais incrível do que permanecer seco.

Douglas Ibanez   


domingo, 14 de julho de 2013

Mortimer Folchart diz:

O ofício de escrever histórias tem algo a ver com a magia


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Raízes


Minha natureza é de alegria, mas também é de poesia. 
E o que seria do poeta sem a tristeza?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pele, Cama e Reviver


Quero beijar teu solo, 
Daquela terra molhada, 
Assaltante de amores,
Tresloucando-me em cores.

Colorizando o cheiro do calor de teu colo,
Com o pecado incerto de uma psicodelia inalada,
Anestesia da alma com sorriso de flores,
Me segue, me vive, me transborda onde fores.

Encontrar tuas dores, dar-lhe meu consolo,
Embebecido de uma realidade instigada,
Sedução de calores em um duelo de sabores,
Felicidade ao amor e à vida dos senhores!

Douglas Ibanez


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Descobridor de Fases

Forasteiro de mim.
Eu. Eu mesmo. Você.
Enxergo o horizonte, radiante como si só.
Me embrulho em presente, desata este nó.
Sim e Não. Talvez um talvez!
Mas e o nó?
Aqui.
Amanhã? Deixe dizer...

Douglas Ibanez
12.06.2013 - 12h45
Feliz Dia dos Namorados!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Aquarela

It hurts to be Purple

O vermelho, de tanto apanhar do azul, brotou roxo. 
O calor se misturou à frieza, gelo que tingiu o sangue de um degustável púrpura sabor uva que lambia os extremos lábios dos radicais térmicos. 

But I'll never be the Blue

À hipotermia não hei de me render, peço socorro ao interno fogo de sorriso ardente. Me queime como uma chama inocente de manhã nua e permita-me caminhar entre a escuridão e o clarear de meu rubro.
Sorry, but I'm Red

domingo, 21 de abril de 2013

Figura de Linguagem

Num mundo em que se caminha entre a simpatia do latente eufemismo às chamativas hipérboles de explosão crônica, é perigoso viver a vida no metafórico equilíbrio cotidiano. Figuras lhe sussurram aos ouvidos palavras de tentação, linguagem perdida ao eco de uma cacofonia mal dita. Socorro, grita o paradoxo que um dia prestou ajuda, chora-te na alegria do viver o hoje, enquanto sorri observando a ironia do sofrimento certo, aquele que chegará, passará e um dia te lembrará da antítese infiltrada nas artérias semânticas de nossa vida.


domingo, 17 de março de 2013

Inomináveis


Às vezes tenho sentimentos,
Estranhos por natureza, confesso,
Que me fazem questionar se deveriam realmente existir,
Duvidando não somente de sua certeza
Mas também de suas reais intenções.

Eles são inomináveis,
Inexistentes em sua veracidade,
Incognitivos de uma mesma equação.
Que se equaliza no mesmo vago oportuno, 
De uma história sem fim.

Douglas Ibanez

sábado, 19 de janeiro de 2013

Desejo de Criança


Pai, quero aquele avião super à jato que você me prometeu e não me deu. Quero poder voar com ele para contar as estrelas do céu, descobrir quantos seres há na Terra e quantos fora dela. Quero enxergar o universo, ainda que ele possa não existir. Quero descobrir qual mundo gira com a gente, qual galáxia brinca entre nós.

Pai, estou querendo aquela bicicleta que não ganhei ano passado. Sem ela não tem como, não vai dar. Preciso de rodas para poder sair de casa, quero conhecer, o tudo desbravar. Sei que perigoso pode ser, mas não se preocupe estarei bem, sou ninja desde criança, sei lutar karatê. Pare de me olhar desse jeito, ou te mostro quem aqui é bebê. Tenho espadas de baixo da cama e lasers para dar e vender.

Pai, quando vai me dar aquela garota que eu tanto quis? Por favor, nada de Rosa espinhada, eu quero é Flor de Liz. Confesso que não sei como tocá-la, tenho medo de desmanchá-la, como posso cheirar sem machucá-la? No fundo não consigo entender sua profundeza, é muita loucura para tanta  delicadeza. Garotas são estranhas, prefiro minha bola, mas não consigo deixar de pensar nela, em mim ela sempre se enrola.

Pai, preciso daquele carro que o senhor disse que me daria, assim que 18 eu completaria. Tenho muito o que levar, não tenho tempo a esperar, por isso não me deixe nervoso, estou ficando ansioso. Quanto antes eu partir, mais cedo vou voltar, com uma gata a garantir e um sorriso de agradar. Não se preocupe, não correrei, apenas vou-me indo. O tempo, a pressa, a juventude me consumindo. Para o sempre viverei.

Filho, onde está a vida que me prometeu trazer de volta? Aquela que saiu hoje mais cedo, com meu carro, sem meu freio e nunca mais voltou do nada. Preciso dela para respirar o meu passado, ser eu me parece uma tortura. Fecho os olhos neste instante, oro a Deus pedindo ajuda. Um porquê de sua ida, um perdão por sua partida. Consigo vê-lo ao meu alcance, me lembro de ter a minha altura, um sorriso de menino, uma alma de romance. 

Vá meu filho, conte as estrelas de seu universo por mim, pedale pelas linhas desconhecidas encontrando pétalas a serem compreendidas no fim. Um fim que não existe, nunca existiu, mas que aspiro em conhecê-lo desde o momento em que você para sempre partiu. 

Douglas Ibanez