quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sujeito


Sei mais nada
Do frio,
Todo oco
Por dentro.
Fora o repleto,
Tão perto
Do teto.
Sem-teto.
Deserto e molhado,
Como um rio
Que se foi.
E se vai,
A nado dotado,
Em cheio,
Tão cheio,
Que cai.
Sem freio,
No meio
Do bosque sem flor
Ou sabor,
Da vida sem jeito,
Do amargo no peito
E daquilo no amor.
Tão belo
Tão feio.

Douglas Ibanez
(3.7.2017 - 20h45)