terça-feira, 5 de agosto de 2014

Lucem Contritio


Seres humanos, nobres almas penadas correndo ao som de um desespero, que elevado à terceira nota de um dó menor, desonra seu próprio eixo de divindade.

Eles gritam ao mundo de fora, uma graça de tristeza contínua, que lembra um afinado violino banhado a sangue, em uma janela aberta ao socorro perdido.

Sentem um embrulho no estômago enquanto clamam por agonia, esperando a redenção de um novo pecado, que lhes é dado como um prêmio de convocação para um outro dia.

O ser humano é de natureza apática, decodificada nos ecos da morte de um amanhã cheio de incertezas. Ele morre no escuro, olhando para a luz, encoberto por si mesmo.

Douglas Ibanez
(04.08.2014 - 1h03)


2 comentários:

Roseli Pedroso disse...

Douglas fazia um tempão que não aparecia por aqui e quando retorno, leio essa beleza de texto. Lindo demais. Parabéns!

Douglas disse...

Aaah Roseli, saudades poxa!
Que bom que gostou, ficou feliz. Volte sempre!!

:)