segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Entre Aspas


Existe tanta coisa a ser dita em um depoimento que jamais foi escrito. Não vejo motivos para impedir o que sinto, muito menos em gritar minha fúria em ecos que o vazio leva. Não há respostas. O ar se agita em uma linha que fura a barreira do som e agrava a sombra que emerge em euforia. Culpo os astros que mapeiam a angustia - um jogo de planetas de gude em aposta alta. Perco o respeito e uma noite de sono. Onde mora a dignidade em um sussurro de insônia? Quero eu desbravar meu vácuo, sem memórias de um aquário sem vida. Onde há água, há esperança. Mesmo sendo uma ilusão descrita em etapas, entre aspas, voando em asas à decepção.

Douglas Ibanez
(06.11.2015 - 22h22)


Nenhum comentário: