segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Tão (não) seu


Consigo eu acompanhar o seu movimento? Sem espalhar a merda na parede depois de muito vinho tomado em um cérebro tão sem noção. Abro um tampão na cabeça e remexo lá dentro como quem não quer nada com nada. Eu choro. Não sei que rumo tomar. Faço a mínima ideia qual porra de estrada pode se tornar uma verdade concreta. Me perco. Estou dissolvendo sem saber onde isso vai dar. Isso me assusta, sabia? Tive uma queda pelo desânimo, que de tão galante partiu meu coração. Só respiro, só respiro. Me sinto tão seu e ao mesmo tempo não seu. O que faço? Me diz! Não precisa... já sei sua resposta autodestrutiva que me faz soar tão estúpido aos meus próprios ouvidos. Tenho cogitado escutar Caetano (de novo) ou mesmo Renato e suas poesias de alegorias infundadas, que nunca parei para perceber. Está tocando na TV neste instante. Eu só quero alguma coisa, uma certeza ou um futuro qualquer. Mas se nem minhas palavras eu consigo traduzir de maneira direta, pois já se tornam poéticas para fugir do que é prático, o que dirá as atitudes? O que dirá as decisões? O que dirá as lágrimas? O que dirá o desânimo? Honestamente... não sei e isso me mata.

Douglas Ibanez
(27.12.2015 - 2h38)

2 comentários:

Roseli Pedroso disse...

Bom demais te ler Douglas!

Douglas disse...

Muito obrigado, Roseli.
Boa demais é a sua presença por aqui.
<3