terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Homem Velho, Velho Homem


Me dê a sua mão. Entregue sua sabedoria para minha inteligência perdida escolher entre o um e o dois nonsense de uma equação sortida qualquer. Mostre-me o caminho para minha própria face desfigurada pelo tempo que passei caminhando em jardins perigosos de alguns vizinhos que me atiraram pedras, sem eu nem mesmo merecê-las.

Sorria para mim. Quero ver todo tipo de verdade que existe em sua franja que teimam em cortar quando está crescida. Sua dança me faz querer dançar. Sobrevoando seus espontâneos dizeres de simplicidade única, desentendida por tantos e todos. Gire. Me jogue de sua janela de tanta felicidade explosiva de um coração puro. Me abrace. 

Meu velho homem, proteja minha pobre criança alada. A faça viver eternamente dentro de sua gargalhada melódica de mil tons de alegria colorida de vida. Quero que me guie por meu espetáculo sem plateia. Amo os dois.


Um comentário:

Paty disse...

Já pensou em ser roteirista? Ou escritor?
Eu sei que faz tempo que não passo por aqui, mas você é uma das poucas pessoas que gosto mesmo de ler e que escreve com tanta naturalidade que parece coisa do quotidiano. E é né?
Acho que muitos leitores por aí está esperando ler alguém que está no anonimato e só falta ser descoberto, rs