quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Desencanto

Encaro o desencanto com paciência nos olhos.
Ele me explica o entretanto,
Eu respondo com meu canto.

Cantarola felicidade.
Cantarolo realidade.
Cantarolando com suas dores, flores e amores.

Cantarole meu amigo, 
Cantarole.

Douglas Ibanez
(05.02.2014)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

No Fim do Caminho

Estou morrendo uma vez mais. Uma vez mais morri milhões de vezes, e mais milhões eis de conhecê-la em sua totalidade.

Morte que glorifica a vida alegrificada com meu renascer. Morte que traduz o ciclo que me abraça em seu conforto de escuridão.Morte derrama na alma uma gota de soprar vazio. Gélido. Translúcido.

Meu adeus se faz agora, com chamas me permitindo voar em agonia. Estou morrendo uma vez mais, com o prazer de revê-lo em breve.

Olhos fechados. Me acorde ao amanhecer.

Douglas Ibanez
(03.03.2014 - 09h15)


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Dançar de Penas


Morte ao anjo que desceu na terra por mãos carismáticas de uma luz translúcida de poder singelo. Amor que presenteia a arte com suas lamúrias de trigonometria em latim brusco, tingido de sépia arenoso, milimetricamente perfeito de matemática nenhuma. 

Viveras no aguardo de um olhar simplório, o socorro da alma latente do outro, que nunca veio além do porquê. Escute o bater das asas que a solidão ecoa, alegrando o umedecer dos lábios alheios, de uma energia poderosa e cheia de vigor. 

Quebrai as vertentes do agora para meu voo continuar em terra firme. Me flecho na busca pelo impossível. Me abraço com a morte certa, de penas dançantes ao redor da fé irresistível de prisão mútua.

Douglas Ibanez
(24.01.2014 - 23h10)


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Chuvinha

Chuvinha boa.
Chuvinha pensante.
Chuvinha que vive,
E dá vida.
Douglas Ibanez


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Observatório Nulo


Sou um leitor de mentes, translúcidas ao meu diagnóstico de detalhes. Coletor de faces mobiliadas por uma memória perdida em linhas de movimento.

Sabedoria do olhar violento, numa noite vazia de descobrimento eterno. Observar um universo flutuando no perdido do mundo, enumera uma coleção de vidas na estante da vida, que vivida morreu.

Saborear meu tesouro transforma solidão em companhia de estima, alegria benevolente. Lhe empresto minha glória faminta de desenhos íntimos de mentes criativas, para enxergar o brilho da criatividade de origem.

Me seque por detalhes, me viva por instinto, procure o meu perdido em três estrelas de renome, com piscar emaranhado entre o saber, o dessaber e o querer saber um pouco mais.

Beba-me enquanto vivo. 

Douglas Ibanez
(08.01.2014 - 02h30)


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

Rosa Água

Ensolarado dia pálido de agonia passada, sorrindo pérolas desconstruídas ao longo do tempo, se esvai de meu olhar antigo, transforma-te na melodia cantada pelo sopro do vento sem piedade.

Notas musicais dançando ao som da transformação repentina do fim do mundo. Peito aperta, a canção brota de minha sabedoria, tinge meu sangue em rosa água e inunda meus medos mais distantes de uma vida qualquer vivida, desvivida e vivenciada em um futuro do agora.

Me olhe como te olho, respiração zero. Descobrir o descoberto se torna uma natureza incrível quando se para o tempo em seu dormir. Dissecar a biologia emocional incompreendível, que apenas coexiste e se infiltra nos olhos fechados. 

Pouco a pouco, devagar e deliciosamente mortal.

Douglas Ibanez
(21/10/2013 - 11h20)